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Em casa


Ele pegou em minha mão, e disse pra me sentir segura, porque nada poderia nos impedir de cumprir a incrível missão de amar, a missão de ser feliz. Naquela hora senti como se o mundo fosse pequeno, como se ele não existisse, tínhamos criado um mundo onde tudo girava em torno do nosso amor. Seus olhos brilhavam e deixavam escapar toda sua maturidade, foi me seduzindo, e assim, fácil, fui me entregando, devagar, me levando. De repente uma música romântica toca, daquelas que simplesmente puxa seu coração para uma valsa, com um toque macio foi subindo sua mão em meus braços, pegou em minha nuca e me tirou para dançar. sua outra mão se entrelaçou na minha e olhando profundamente em meus olhos começamos um balanço hipnótico, de um lado para outro. Nos desligados da música,   nos deligados do mundo.
Eu estava em transe, quando ele me acordou e me chamou para fora, disse que tinha um presente para mim, fiquei curiosa, então fui. Estávamos na porta do baile, quando ele me disse um “eu te amo”, um desses bem sonoros e me beijou. Pronto, sou sua. Colocou a mão no bolso e lentamente de lá tirou uma caixinha preta, na minha mente já se passava um filme. Quando ele a abriu, vi que havia duas lindas alianças prateadas, gravadas com nossos nomes,  “quer namorar comigo?”, “sim”, a colocou em meu dedo da mão direita, ela parecia desenhada para aquele momento. Depois de ter-lhe presenteado com a sua aliança também, ele me abraçou forte, e lá ficamos. Parados. Não existia eles, nem baile, nem música, apenas o momento. “Vamos, eu te levo pra casa” disse, apenas algumas palavras saíram da minha boca, “já estou em casa, se estou com você, estou bem”. 

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