Ser for vir. Só vem. Sem bagagens, sem passado, sem esperanças ou acaso. Só vem quando for certeza, quando a saudade bater, quando o coração doer, quando o amor falar mais alto. Deixa vir de dentro, a vontade de abraçar, de beijar, de ficar junto, aquela vontade de pegar o violão e sair cantando uma canção do jeito errado, deixar fluir de forma simples o medo, a insegurança, a mão suando, os dedos tremendo, porque eu sei que isso é detalhe, vai passar quando você vier.
Vem pra andar de mão dada, tomar sorvete, escorregar na lama e sorrir até a barriga doer, fazer cafuné, comer chocolate, pipoca e um milhão de besteiras, depois, das brigas, dos gritos, depois de eu esvaziar aquele pote cheio de mágoa e tristeza misturado com saudade e intensidade. Só vem se for pra valer, valer a pena, de verdade, se não ja te digo, assim como as coisas e pessoas, os amores apesar infinitos muitas vezes, também vem e vão e não voltam mais.

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